Itapetininga/SP



No primeiro semestre de 2018 tramitou na Câmara Municipal de Itapetininga 73 Projetos de Leis. Desde total, 50 foram aprovados, 17 ainda tramitam no Legislativo e outros 3 foram retirados da pauta.
 
O Projeto de lei é uma ideia, uma proposta que pode vir a se transformar em lei. Ele é discutido e votado pelos parlamentares que podem mudar o texto original.
 
Se for aprovado de forma definitiva, é enviado ao presidente ao Prefeito que vai analisar o texto. Se ele não concordar, ele pode vetar todo o projeto ou partes dele. Se ele concordar com o projeto, ele sanciona a lei. Dessa forma, o que era apenas uma ideia vira lei que deve ser cumprida por todos.
 
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http://www.camaraitapetininga.sp.gov.br/
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A seção Mercado de Trabalho da Carta de Conjuntura do Ipea divulgada nesta segunda-feira, 25/06, mostra um comportamento distinto da ocupação, dependendo da idade do trabalhador e de seu grau de instrução. Enquanto a população ocupada com mais de 60 anos cresceu 8%, a de trabalhadores entre 25 e 39 anos teve um aumento de 0,9% no primeiro trimestre de 2018, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Entre aqueles com ensino médio incompleto, a ocupação se expandiu 10%, mas ela recuou 9% para os que têm apenas o ensino fundamental.

O estudou analisou o mercado de trabalho a partir dos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), do IBGE, e dos dados de emprego formal do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. A avaliação é de que o mercado apresentou sinais de melhora nos últimos trimestres, mas os dados mais recentes apontam uma estabilidade, colocando em dúvida o ritmo da recuperação. A taxa de desocupação vem se mantendo em torno de 12,5%, reflexo de uma desaceleração do crescimento da população ocupada.

“Viemos de um período de retração muito grande. Nossa recuperação apresenta bases ainda frágeis, com muita informalidade, o que traz alta volatilidade para o setor, tanto em termos de ocupação, quanto de rendimento.”, explica Maria Andréia Lameiras, pesquisadora do Ipea e uma das autoras da pesquisa.

Os números da PNADC mostram que o desemprego voltou a cair em abril, após apresentar um aumento no primeiro trimestre de 2018, em relação ao observado no último trimestre de 2017. Na comparação com abril de 2017, o recuo do desemprego foi de 0,7 p.p.. Em que pese os dados da PNADC não apresentarem um cenário tão favorável, os dados do Caged indicam uma reação um pouco mais forte do emprego formal. No primeiro trimestre de 2018, os formais ultrapassaram o conjunto dos conta-própria e tornaram-se o segundo segmento que mais retirou trabalhadores do desemprego, atrás dos informais.

Em relação aos desalentados, a evolução desse grupo ao longo de 2017 apontava para um crescimento menos acentuado do que o que vinha ocorrendo até então, chegando, inclusive, a reportar certa estabilidade. No entanto, no primeiro trimestre de 2018, esse grupo voltou a avançar de forma mais significativa, correspondendo a quase 3,0% do total da população em idade ativa. Nota-se que, ao contrário do esperado, esse aumento do desalento não foi proveniente das pessoas que estavam há muito tempo sem emprego e que desistiram de procurar emprego. O aumento do desalento ocorreu por conta da migração de trabalhadores que até então estavam ocupados, mas ao perderem seus postos de trabalho transitaram diretamente para o desalento, ao invés de permanecerem na desocupação.

A ocupação vem reagindo em praticamente todos os setores da economia, mas em intensidades distintas. Mesmo a construção civil já mostra saldos mensais positivos – embora continue apresentando destruição de empregos no acumulado de doze meses. Em maio de 2018, esse setor abriu mais de 3 mil vagas com certeira assinada, apresentando um resultado bem superior ao observado no mesmo mês de 2017 (--294). O setor de serviços foi o que registrou maior dinamismo, com uma criação líquida de quase 190 mil novos postos de trabalho nos doze meses até maio.

Perfil
No primeiro trimestre de 2018, os microdados da PNADC permitem traçar um perfil do desempregado no país: mulher, nordestina, entre 18 e 24 anos, com fundamental incompleto, residente em regiões metropolitanas. Corroborando esse perfil, Piauí, Sergipe, Maranhão, Pernambuco e Rio de Janeiro apresentaram um aumento da desocupação, na comparação com o primeiro trimestre de 2017. Em sentido oposto, a queda do desemprego foi maior nos estados do Amazonas, Tocantins, Goiás e Mato Grosso do Sul.

O recuo da taxa de desocupação, na comparação interanual, ocorre de modo disseminado em todas as categorias, sendo mais significativo nas regiões Norte e Centro-Oeste e no grupo de trabalhadores com idade entre 25 e 39 anos, com ensino médio incompleto e não residente nas regiões metropolitanas.

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A gravidez é um período delicado, que exige mudança de hábitos para garantir a segurança do bebê e da mãe. Entre os cuidados que a futura mamãe deve ter, está o consumo de medicamentos, para que eles não prejudiquem o feto. O uso incorreto pode acarretar malformações, deficiências funcionais, retardo do crescimento e até mesmo a morte. Além dos medicamentos comuns, a grávida também deve evitar alguns fitoterápicos, homeopáticos, vitaminas, florais e cosméticos.

O risco acontece pelo fato de não existir barreira de proteção entre o feto e a mãe para evitar o contato das substâncias ingeridas pela grávida. A placenta é uma membrana permeável à maioria das substâncias ingeridas pela gestante e não atua como barreira de proteção. O maior cuidado deve ser tomado durante os três primeiros meses de gestação, pois é o período em que se inicia o desenvolvimento dos órgãos do embrião.

Vários estudos realizados classificaram os medicamentos em cinco categorias de risco para a gravidez. Não existem medicamentos que sejam completamente seguros para uma gestante. Por isso, é de extrema importância que ela sempre consulte o médico antes de utilizar qualquer medicamento.

O boletim Pílula Farmacêutica é apresentado pelos alunos de graduação da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP com supervisão da professora Regina Célia Garcia de Andrade. Trabalhos técnicos de Luiz Antonio Fontana. 

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Nem todos os pobres são iguais – a afirmação, que parece senso comum, ficou demonstrada em tese de doutorado analisando as mudanças nas dinâmicas sociodemográfica, espacial e migratória da população pobre no Estado de São Paulo entre 1991 e 2015. A pesquisa do demógrafo Pier Francesco De Maria aponta que os níveis de pobreza caíram substancialmente no período analisado – o que coincide com o observado na literatura nacional –, mas que isso não implicou em redução da desigualdade entre os pobres, especialmente entre aqueles em situação de extrema pobreza. Mais: que programas de transferência de renda como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (voltado ao idoso e à pessoa com deficiência), por mais exitosos e importantes que tenham sido e continuem sendo, não necessariamente identificaram ou alcançaram os mais pobres dentre os pobres.

A renda é um índice unidimensional importante para avaliar a pobreza, mas insuficiente. Por isso, temos avançado na análise do que chamamos de pobreza multidimensional, envolvendo outros aspectos como qualidade da moradia, acesso a serviços, nível de escolaridade para concorrer no mercado de trabalho, o fato de estar trabalhando e assim por diante”, explica Pier De Maria, que teve a orientação da professora Rosana Baeninger, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). “Na tese, procuramos estudar quanto os pobres são diferentes entre si – e também dos não pobres –, recorrendo a uma divisão em quatro grupos: os não-pobres, os vulneráveis à pobreza, os pobres e os extremamente-pobres.”

O autor da tese afirma que a combinação de metodologias e indicadores, a partir do Censo Demográfico (1991, 2000 e 2010) e da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios anual, 1992 a 2015), permitiu observar a trajetória da pobreza no Estado e a sua evolução socioespacial. “Como índice unidimensional seguimos o critério usual no Brasil, que atribui até meio salário mínimo de renda para o pobre e de um quarto do salário para o extremamente-pobre; os vulneráveis à pobreza são aqueles que ganham de meio a dois salários (em torno de 1.800 reais, valor este obtido considerando que a cesta básica é só uma porção da renda necessária) e, acima disso, estão os não-pobres. Como índices multidimensionais, adotamos duas metodologias distintas, uma nacional e outra internacional, cujos resultados, numa escala que vai de zero a 1 (quanto mais próximo de 1, pior a condição do indivíduo), foram estratificados conforme sugerido na literatura.”

Segundo De Maria, a análise dos índices uni e multimensionais confirmou uma esperada redução do número de pobres no Estado de São Paulo, não só em termos absolutos como relativos. “Isso é fato. Ocorre que esta redução não veio acompanhada de uma redução das desigualdades entre os pobres, especialmente entre os de extrema pobreza. A composição da população pobre é cada vez mais heterogênea, não podemos dizer que os pobres são todos iguais: os que eram pobres ascendem para o grupo de não pobres e os extremamente-pobres para o de pobres – é uma troca de patamar, que chamamos de mobilidade ascendente. Mas há um grupo entre os mais pobres que não consegue dar esse salto e fica para trás – isto é, dentro desse grupo, há os que se encontram nos limiares da pobreza e um contingente maior estacionado mais distante, na borda.”

 

 

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Um relatório elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra que o empreendedorismo praticado por universitários ou recém-formados tem destaque em países como Canadá, Austrália, Índia e Brasil. Nessas nações, a proporção de estudantes que fundam empresas de base tecnológica, as startups, é superior a 10% do total de empreendedores – uma taxa superior a de países como Estados Unidos, Israel, Reino Unido e França.

A OCDE avaliou o perfil de startups registradas na base de dados Crunchbase, que reúne informações de aproximadamente 447 mil empresas inovadoras em 199 países. No caso do Brasil, contabilizaram-se apenas 290 startups, mas 12% delas tinham sido fundadas por estudantes de graduação ou recém-formados. Embora apresentem uma taxa de mortalidade expressiva, essas empresas servem como um termômetro da importância da inovação entre os jovens e chamam a atenção de grandes companhias interessadas em novos modelos de negócio.

Observou-se que, nos países analisados, os segmentos de jogos, transporte, educação e comércio on-line apresentam maior incidência de empreendedorismo estudantil. Não por coincidência, são áreas cujas inovações estão geralmente atreladas a softwares e aplicativos, e não exigem grande aporte de investimento para dar início às atividades. Já em setores como biotecnologia, saúde, energia e alimentos, as startups geralmente são criadas por pessoas mais experientes, que fazem ou concluíram a pós-graduação.

Rafael Ribeiro, diretor da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), enxerga uma conjunção de fatores para explicar o interesse dos estudantes ou recém-formados.

“Os jovens costumam ser mais tolerantes ao risco e isso faz com que possíveis fracassos os motivem a seguir adiante”, avalia. “Somado a isso, o cenário de crise econômica torna o empreendedorismo uma opção atraente e uma promessa de independência financeira.”

 

 

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Apesar dos esforços internacionais em melhoramento, dos avanços na agronomia e no manejo eficaz de pragas e doenças que acometem a cana-de-açúcar, a cultura agrícola tem apresentado limitação de desenvolvimento do colmo. Essa limitação física do caule da planta tem contribuído para restringir o teor de sacarose e de biomassa possíveis de serem obtidos dela para produção de açúcar e de etanol celulósico, apontam especialistas na área.

“Quebrar essa limitação de desenvolvimento da cana-de-açúcar de forma substancial pelo melhoramento convencional da cultura [por cruzamento de variedades] tem sido difícil”, disse Marcelo Menossi, professor do Departamento de Genética, Evolução e Bioagentes do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, à Agência FAPESP.

Menossi, em colaboração com estudantes de pós-graduação orientados por ele e colegas do Laboratório Nacional de Ciência e Biotecnologia do Bioetanol (CTBE, na sigla em inglês), do Sugar Research Australia e da Martin Luther University Halle-Wittenberg, da Alemanha, descobriu que a resposta para transpor a barreira da limitação de rendimento da cana pode estar em um gene chamado ScGAI.

Em estudo feito durante um projeto vinculado ao Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), eles constataram que o ScGAI é um regulador molecular chave do crescimento e desenvolvimento da cana.

Ao manipular a atividade desse gene em linhagens transgênicas de cana, desenvolvidas na Austrália, foi possível aumentar substancialmente o colmo e causar mudanças na alocação de carbono para moléculas estruturais e de armazenamento do cultivar, revelaram os pesquisadores em um artigo publicado no Journal of Experimental Botany.

“A cana da qual alteramos a expressão do gene ScGAI se desenvolveu muito mais rapidamente. Isso abre a perspectiva de desenvolver uma variedade de cana-energia que amadureça mais rápido e aumente a produção de biomassa por unidade de tempo”, disse Menossi.

A descoberta foi derivada do trabalho de doutorado de Rafael Garcia Tavares, feito no IB-Unicamp sob orientação de Menossi com Bolsa da FAPESP.

Durante o estudo, observou-se que o gene ScGAI medeia a regulação de alguns hormônios de crescimento de plantas comumente usados em lavouras de cana, como o etileno e as giberelinas.

Usadas em larga escala para melhorar o crescimento e o rendimento de muitas culturas hortícolas e agrícolas, as giberelinas aceleram o amadurecimento da cana ao desencadear a rápida degradação das proteínas DELLA e impedir que interajam e degradem outras proteínas que estimulam o crescimento da planta.

“Ao contrário das giberelinas, o etileno, que costuma ser aplicado nos canaviais na fase de maturação da cana, quando o agricultor não quer que a planta continue crescendo e acumulando folhas, mas só continue acumulando sacarose, estabiliza a proteína DELLA e permite que ela interaja e degrade outras proteínas promotoras de crescimento”, explicou Menossi. “Esse papel da proteína DELLA como reguladora de crescimento da cana-de-açúcar, porém, ainda não estava muito claro.”

Patenteamento do método de manipulação

A fim de compreender melhor o papel da proteína DELLA como reguladora de crescimento da cana-de-açúcar – especialmente no desenvolvimento do colmo –, os pesquisadores fizeram um experimento em que alteraram a expressão do gene ScGAI em linhagens de uma variedade de cana transgênica australiana.

Em algumas linhagens da cana transgênica o gene ScGAI foi silenciado de modo a diminuir a produção de proteína DELLA e impedir que ela interagisse e degradasse outras proteínas importantes para o desenvolvimento da planta.

Em outras linhagens transgênicas da planta permitiu-se que o gene fosse superexpresso com o objetivo de aumentar a produção de DELLA e estabilizá-la, de modo a permitir que interagisse e degradasse outras proteínas promotoras de crescimento.

As análises da comparação do crescimento das plantas após quatro meses apontaram que as linhagens transgênicas de cana-de-açúcar com superexpressão do gene ScGAI apresentaram crescimento atrofiado, internódios (gomos) mais curtos e metabolismo energético prejudicado.

Já as plantas cujo gene foi silenciado eram mais altas, tiveram rápido alongamento dos internódios, maior produção de fitômeros – unidade que compreende um nódulo e um entrenó, suas gemas axilares e folhas anexas – e maior alocação de carbono para o caule.

“O estudo mostrou claramente que o gene ScGAI é um componente fundamental para o desenvolvimento da cana e pode ser um alvo de manipulação genética de modo a permitir interferir na velocidade de crescimento e desenvolvimento da planta pela regulação da proteína DELLA”, apontou Menossi.

Os pesquisadores iniciaram o processo de patenteamento do método de manipulação do gene ScGAI para aumentar a quantidade de proteína DELLA na cana-de-açúcar e possibilitar que a planta se desenvolva mais rápido. A tecnologia já despertou o interesse de duas empresas.

“O próximo passo da pesquisa é realizar ensaios em campo para verificar se conseguimos obter os mesmos resultados que tivemos com o cultivo das linhagens transgênicas com o gene manipulado em casa de vegetação”, disse Menossi.

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No Brasil, gramas do gênero Zoysia apresentam potencial para ampliar sua comercialização, por terem características agronômicas e comerciais desejáveis, como textura da folha, velocidade de crescimento, tolerância a seca e pragas, resistência ao pisoteio, dentre outras, o que as torna de grande interesse para os consumidores.

A grama Zoysia japonica é uma das mais cultivadas no país, pela facilidade de adaptação às regiões de clima quente. Visando à expansão da comercialização de gramas, o professor Antonio Orlando Di Mauro, do Departamento de Fitotecnia da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV), Câmpus da Unesp de Jaboticabal, deu início a um programa de cruzamentos entre espécies pré-selecionadas desse gênero.

“Havia um interesse para o desenvolvimento e o lançamento de novos cultivares de gramas no mercado brasileiro envolvendo híbridos de Zoysia spp., devido ao fato de serem considerados promissores, competitivos e portadores de características agronômicas e comercias desejáveis”, comenta o professor, advertindo que eram escassas as pesquisas desenvolvidas com essa espécie na área de melhoramento genético. “Desse estudo resultaram 151 híbridos, que serão avaliados agora em parcelas maiores (2,0 x 2,0 metros) em campo experimental”, assinala.

O programa foi conduzido em casa de vegetação pertencente à FCAV e as hibridações foram realizadas entre os diversos cultivares de Zoysia spp. Para analisar diferentes populações portadoras de bons atributos agronômicos e comerciais, foram realizadas caracterizações agronômicas e avaliações de tolerância a seca, pragas e doenças (infestação e infecção natural), bem como a avaliação dos descritores morfológicos dos híbridos obtidos.

Para a confirmação dos cruzamentos entre os cultivares, foram utilizados marcadores microssatélites (SSR), também usados para estimar a diversidade genética e fenotípica entre os cultivares de grama do gênero Zoysia, já que não há na literatura informações dessa natureza.

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O capital natural do Brasil confere ao país as condições necessárias para transformar a conservação e o uso sustentável de seus ativos ambientais em oportunidades para um desenvolvimento capaz de enfrentar novas condições futuras e, ao mesmo tempo, promover prosperidade socioeconômica. Esse cenário, contudo, só será possível de ser concretizado se o papel da biodiversidade em alavancar o desenvolvimento social e econômico brasileiro for reconhecido e incentivado.

As conclusões são do sumário para tomadores de decisão do primeiro diagnóstico brasileiro de biodiversidade e serviços ecossistêmicos, elaborado pela Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES, na sigla em inglês).

A versão preliminar do sumário foi apresentada em uma sessão especial durante a 70ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorre até o próximo sábado (28/07) na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em Maceió.

“O sumário ainda não está em sua versão definitiva e foi apresentado com o objetivo de debatermos as conclusões com a comunidade científica para incorporar críticas e sugestões que eventualmente possam ser feitas”, disse Carlos Joly, professor da Unicamp e membro da coordenação da BPBES e do Programa BIOTA-FAPESP, na abertura do evento.

Os ativos ambientais do Brasil – representados pela oferta de bens da natureza e serviços ecossistêmicos, como os associados à polinização e manutenção dos recursos hídricos – são a base de sustentação das demandas da sociedade brasileira, ressaltam os autores do relatório.

Das 141 culturas agrícolas brasileiras cultivadas, 85 dependem de polinização por animais, como abelhas, e mais de 40% da produção de energia primária no país são provenientes de fontes renováveis, exemplifica o documento.

“O capital ambiental do Brasil representa o seguro do país em um ambiente de crises globais de diferentes naturezas”, disse Mercedes Bustamante, professora da Universidade de Brasília (UnB) e uma das autoras do diagnóstico.

Os recursos naturais brasileiros, contudo, têm sido fortemente pressionados e ameaçados, alertam os autores. A atual destruição e degradação das florestas brasileiras, por exemplo, coloca em risco o ciclo hidrológico que mantém, em grande parte, a produção agrícola brasileira. “O uso insustentável de recursos naturais no país precisa ser urgentemente interrompido em face dos vários sinais de colapso ambiental”, diz o documento.

A fim de assegurar às futuras gerações no mínimo as mesmas riquezas naturais que a sociedade brasileira dispõe hoje será preciso, urgentemente, incorporar a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos às políticas de desenvolvimento do país. Além disso, é fundamental promover o cumprimento das leis ambientais existentes e inovar no desenho de políticas que integrem componentes sociais, econômicos e ambientais, sugerem os autores.

“Há urgência nas escolhas para consolidar as bases para um futuro sustentável. Talvez essa seja a principal mensagem do relatório”, avaliou Bustamante.

 

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Uma equipe de pesquisadores dos Estados Unidos desenvolveu uma droga que faz com que o sistema imunológico do paciente “devore” as células cancerígenas. O tratamento aumenta da defesa do organismo, feita pelos glóbulos brancos, e pode combater tumores agressivos como no câncer de mama e de pele. O estudo, desenvolvido através de testes em camundongos, mostrou que ao utilizar a droga o câncer parece ter parado de se espalhar por conta da ação dos macrófagos, que devoram invasores indesejados.

O professor Gilberto Castro, médico do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e chefe do Departamento de Oncologia Torácica e Câncer de Cabeça e Pescoço conversa em entrevista sobre as formas de imunoterapia para o combate ao câncer.

Ele explica que conforme a progressão da célula cancerígena, ela passa a produzir substâncias capazes de induzir uma reação do sistema imunológico – os antígenos. A partir daí, os anticorpos são ativados; contudo, a defesa do organismo não consegue combater as células cancerígenas por conta da produção de proteínas que “desligam” o sistema imune. A imunoterapia, então, surge com o propósito de mudar isso.

As primeiras terapias com base no estímulo do sistema imunológico para tratar o câncer datam o fim do século 19 e começo do século 20, e, no fim do século 20, anticorpos para tratamento através da injeção direta na veia dos pacientes foram desenvolvidos.

Dos últimos anos para cá, os avanços foram feitos na identificação das formas utilizadas pelo tumor para “desligar” o sistema imune, culminando no desenvolvimento de anticorpos que são direcionados a essas “chaves de desligamento” e não ao tumor. Essa imunoterapia mais moderna já é utilizada em alguns casos e faz com que o sistema imune volte a reconhecer a célula cancerígena como uma ameaça, passando a combatê-la.

O oncologista afirma que essas formas de tratamento são, em sua maioria, aplicadas a pacientes com doenças metastáticas, quando a doença já se espalhou pelo organismo. A taxa de resposta apresentada ao tratamento varia de acordo com o paciente, possuindo maior eficácia quando é aplicado a recém-diagnosticados. O especialista ainda comenta que as respostas de pacientes à imunoterapia são duradouras, tendo um controle do tumor por dez à 12 meses, e em alguns casos, por anos. Além disso, a imunoterapia pode melhorar largamente a qualidade de vida do paciente por conta da menor agressividade dos efeitos tóxicos.

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O selo Brazil Agro - Good for Nature do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento voltado para produtos da pauta de exportações do país foi apresentado nesta segunda-feira (23), em São Paulo, durante o evento internacional Global Agribusiness Fórum 2018 (GAF. O objetivo do selo é associar produtos do setor a sua origem, a condições de qualidade, de sustentabilidade e de padrões internacionais. 

A identificação faz parte de uma política de incentivo à abertura de novos mercados, por meio de um plano continuado de negociações internacionais, que visa consolidar a imagem do país como produtor e exportador de produtos seguros para os consumidores. É uma das medidas voltadas para atingir a meta de conquistar de elevar a participação do Brasil no mercado mundial de alimentos dos atuais US$ 96 bilhões para cerca de US$ 146 bilhões

O desenvolvimento do selo foi discutido com empresários na sede da FIESP, em junho. A apresentação na sede da entidade, à época, fez parte de exposição sobre a Estratégia para Abertura, Ampliação e Promoção no mercado internacional do agro brasileiro. Entre as exigências para obtenção do selo, estão as boas práticas e o bem estar animal, o cumprimento da legislação, a conformidade internacional, que inclui a execução de programas de integridade (compliance), o uso sustentável dos recursos e a preservação do meio ambiente.

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