Itapetininga/SP




O governo espanhol irá ajudar o Brasil na recomposição do acervo do Museu Nacional do Rio de Janeiro, segundo o ministro da Cultura e Esporte da Espanha, José Guirao Cabrera, que é ex-diretor do Museu Nacional de Arte Reina Sofía, um dos mais importantes da Espanha.
De acordo com o ministro, a Espanha tem documentos históricos que estão em seus museus, "às vezes, até fora de exposição, que devem ser relevantes ao Brasil". O anúncio foi feito durante encontro com o ministro da Educação, Rossieli Soares, em Madri.
“Em reconhecimento a essa história, a Espanha ajudará o Brasil na recomposição do acervo ao Museu Nacional”, disse Cabrera, segundo nota divulgada pelo Ministério da Educação (MEC).
Além de ajudar na recomposição do acervo, Cabrera também afirmou que disponibilizará especialistas da área de museus para apoiar o Brasil na reconstrução do prédio histórico. Rossieli disse que irá identificar os tipos de especialistas necessários e, em seguida, comunicará o Ministério da Cultura da Espanha.
Nesta semana, o governo francês também ofereceu ajuda ao Brasil e disse que enviará quatro especialistas na área de museus ao Rio de Janeiro.

Museu Nacional
Após o incêndio ocorrido no dia 2, a reconstrução do Museu Nacional no Rio de Janeiro será feita em quatro etapas, incluindo a possibilidade de cessão de um terreno próximo ao local para que as atividades acadêmicas sejam mantidas.
A primeira etapa será dedicada à realização de intervenções emergenciais, como instalação de um toldo, escoramento de paredes, levantamento da estrutura, inventário do acervo e separação do que é possível encontrar nos escombros.
A segunda etapa depende da conclusão da perícia da Polícia Federal no local. Depois de realizada, será contratado um projeto básico e, com base nele, será implementado o projeto executivo da reconstrução do museu.
A terceira etapa é a da reconstrução. A ideia é usar a lei federal de incentivo à cultura, a Lei Rouanet. A quarta fase poderá ocorrer em paralelo com a obra de construção. É a de recomposição do acervo. O governo pretende fazer uma campanha internacional para a doação e aquisição de acervos para o Museu Nacional.

Leia Mais

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil subiu 0,001 ponto em 2017 na comparação com 2016 chegando a 0,759 numa escala que varia de 0 a 1 - quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), um incremento de 0,14% na renda média per capita do brasileiro garantiu que o país continuasse avançando, mesmo timidamente, no desenvolvimento humano em 2017, apesar de as desigualdades no acesso da população à saúde, educação e perspectivas econômicas ainda persistirem.
O novo índice manteve o Brasil na 79ª posição no ranking que inclui 189 países. Na América Latina, o país ocupa o 5º lugar, perdendo para Chile, Argentina, Uruguai e Venezuela. O IDH brasileiro está acima da média regional da América Latina e Caribe, de 0,758.
Quando o órgão inclui na conta um ajuste com relação a desigualdades de renda, saúde e educação, o IDH brasileiro despenca para 0,578.
O Brasil tem o 9º pior coeficiente de Gini – que mede exclusivamente a renda – na comparação mundial. Entre os países da América do Sul, o Brasil é o terceiro mais afetado por esse ajuste da desigualdade, ficando atrás do Paraguai e da Bolívia.
Na relação com dados colhidos desde 1990, o país registrou um crescimento de 0,81% da taxa anual do IDH, com acréscimo de mais de 10 anos na expectativa de vida, que passou a ser de 75,7 anos, e de 3,2 anos na expectativa de tempo de escolaridade de crianças a partir do ingresso nas escolas em idade regular. A média de estudos de adultos com 25 anos ou mais passou de 3,8% para 7,8% e a renda dos brasileiros neste mesmo período cresceu 28,6%.

Mundo
Noruega (0,953), Suíça (0,944), Austrália (0,939), Irlanda (0,938) e Alemanha (0,936) lideram o ranking com os melhores resultados. Os cinco últimos países no ranking são: Burundi (0,417), Chade (0,404), Sudão do Sul (0,388), República Centro-Africana (0,367) e Níger (0,354).
A Irlanda registrou um dos maiores crescimentos ao subir 13 posições de 2012 para 2017. Violência, conflitos armados e crises internas fizeram com que países como Síria, Líbia, Iêmen e Venezuela registrassem as maiores quedas do índice, respectivamente, 27, 26, 20 e 16 posições.
Considerando a realidade de 1990, o IDH global aumentou 21,7% e o número de países classificados como de “muito alto desenvolvimento humano” aumentou de 12 para 59 e os de “baixo desenvolvimento humano” caiu de 62 para 38 neste período.
A expectativa de vida das pessoas, ao nascer, passou de 65,4 anos em 1990 para 72,2 anos em 2017 e mais de 130 países conseguiram universalizar as matrículas de crianças no ensino primário. Entretanto, assim como no Brasil, os avanços são ameaçados pelas desigualdades entre países ou até internamente. Mundialmente, a diferença na distribuição de renda chega a 22,6%, enquanto as desigualdades nos ganhos em educação são de 22% e em saúde, 15,2%.
O aumento da expectativa de vida para toda a população também não pode ser confundida, segundo o Pnud, com qualidade de vida. Em média, as pessoas em todo o mundo têm 87% da sua vida com saúde relativamente boa, segundo a estatística, mas, “muitas enfrentarão desafios de saúde nos últimos anos de vida”, destacou o programa apontando a realidade dos países de baixo IDH.

Leia Mais

A meta do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) estabelecida para 2017 foi cumprida apenas nos anos iniciais do ensino fundamental, etapa que vai do 1º ao 5º ano. A etapa alcançou 5,8 (em uma escala que vai de 0 a 10), quando a meta estipulada era de 5,5.
No ensino médio, etapa mais crítica, o índice avançou 0,1 ponto, após ficar estagnado por três divulgações seguidas, chegando a 3,8. A meta para 2017 era 4,7.
Nos anos finais do ensino fundamental, do 6º ao 9º ano, a meta foi descumprida pela primeira vez em 2013 e não atingiu mais o esperado. Em 2017, com Ideb 4,7, o país não alcançou os 5 pontos esperados.
“Apesar do crescimento observado, o país está distante da meta projetada”, avalia o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Ideb.
Divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), o Ideb é o principal indicador de qualidade da educação brasileira. O índice avalia o ensino fundamental e médio no país, com base em dados sobre aprovação nas escolas e desempenho dos estudantes no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb). O resultado do Saeb foi divulgado na semana passada pelo MEC.
Desde a criação do indicador, em 2007, foram estabelecidas diferentes metas (nacional, estadual, municipal e por escola) que devem ser atingidas a cada dois anos, quando o Ideb é calculado. O índice vai de 0 a 10. A meta para o Brasil é alcançar a média 6 até 2021, patamar educacional correspondente ao de países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).


Nos estados
O ensino médio é a etapa mais crítica, com a meta descumprida em todos os estados. Além de não terem alcançado o índice esperado, cinco estados tiveram redução no valor do Ideb entre 2015 e 2017: Amazonas, Roraima, Amapá, Bahia e Rio de Janeiro. O estado com melhor Ideb, o Espírito Santo, obteve 4,4 pontos, não atingindo a meta de 5,1 para o estado.
Nos anos finais do ensino fundamental, sete estados alcançaram ou superaram a meta proposta para 2017: Rondônia, Amazonas, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Mato Grosso e Goiás. A situação melhorou em relação a 2015, quando cinco estados alcançaram a meta. No ano passado, Alagoas e Rondônia somaram-se à lista. Minas Gerais foi o único estado que teve queda do Ideb na etapa de ensino em 2017.
Já nos anos iniciais do ensino fundamental, apenas os estados do Amapá, Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul não alcançaram as metas para 2017. Oito unidades federativas alcançaram Ideb igual ou maior que 6: Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Ceará, Paraná, Santa Catarina, Goiás e Distrito Federal. Na etapa, a maior diferença positiva em relação à meta ocorreu no Ceará que, com um Ideb 6,2, superou a meta 4,8 para o estado em 1,4 ponto.
Na análise do Inep, os números mostram avanços importantes, sobretudo nos anos iniciais do ensino fundamental, mas também, algumas preocupações que precisarão ser discutidas no âmbito das escolas.
A autarquia ressalta que será necessário “indispensável apoio e colaboração dos níveis mais elevados de gestão nos municípios, nos estados e no Ministério da Educação, para que o desempenho dos estudantes brasileiros possa seguir uma trajetória de melhoria”.

Leia Mais

Trabalhadores com deficiência de natureza física ou sensorial poderão, a partir da próxima quinta-feira (15), usar o saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para a compra de próteses e órteses. Essa possibilidade já estava prevista desde 2015, quando foi publicada a Lei de Inclusão da Pessoa com Deficiência - o Estatuto da Pessoa com Deficiência. Faltava, no entanto, a regulamentação dessa lei, o que foi feito em abril deste ano por meio de decreto.

O anúncio foi feito hoje (14) por representantes da Caixa e do Ministério do Trabalho durante coletiva de imprensa. De acordo com o decreto que regulamentou o Estatuto da Pessoa com Deficiência, para ter acesso ao recurso e usá-lo para a compra de próteses e órteses, será considerado trabalhador com deficiência aquele que tem impedimento de natureza física ou sensorial que produza efeitos pelo prazo mínimo de dois anos e possa impedir sua participação plena e efetiva na sociedade em condições de igualdade com as demais pessoas.

“É importante ressaltar que [para usar o saldo do FGTS] é fundamental a pessoa ter a condição de deficiente, e que ela represente impedimento de natureza física ou sensorial pelo prazo mínimo de 2 anos”, explicou o vice-presidente para Fundos de Governo da Caixa, Valter Nunes.

Perfil:
Para a comprovação dessa necessidade, será necessária a apresentação de laudo médico atestando a condição de pessoa com deficiência, a espécie, o grau ou o nível da deficiência, e a prescrição da órtese ou prótese a ser adquirida.

No caso do uso dos recursos para a compra de aparelhos auditivos, será necessário que a pessoa tenha uma perda auditiva de pelo menos 50 decibéis. Também se enquadram no perfil de beneficiário pessoas com membros amputados; com paraplegia; com necessidade de cadeira de rodas; com necessidade de prótese ocular; ou com acuidade visual inferior a 30% no melhor olho.

Para que o trabalhador possa solicitar o saque é necessário que o médico responsável pelo tratamento emita o laudo de avaliação disponibilizado no site da Caixa www.conectividadesocial.caixa.gov.br/medicos).

Ainda não há previsão oficial sobre o número de órteses e próteses que serão disponibilizados. A Caixa esclarece que o recurso não poderá ser usado para a compra de prótese ou órteses de filhos ou dependentes dos titulares da conta de FGTS.

Leia Mais

A Organização das Nações Unidas – Meio Ambiente lançou hoje (3), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, a Iniciativa da ONU de Defensores Ambientais, reafirmando seu compromisso com questões de direitos ambientais e reiterando os esforços para proteger defensores do meio ambiente de intimidações, ameaças e assassinatos.
O objetivo da iniciativa, lançada em resposta à escalada de violência contra ativistas ambientais, é esclarecer ao público o que são os direitos ambientais e como defendê-los, além de oferecer uma estratégia para combater as ameaças, intimidações, assédio e assassinatos de ambientalistas em todo o mundo.
A Global Witness, organização internacional dedicada a denunciar abusos de direitos humanos, participou do lançamento e aproveitou a oportunidade para divulgar seu mais recente relatório, que coloca o Brasil como o país mais perigoso para os defensores.
“Ano após ano, em uma amarga luta pela terra, mais ambientalistas e defensores são mortos no Brasil do que em qualquer outro lugar do mundo. Nossos dados mostram que em 2017, 57 defensores foram mortos no país, 25 deles durante três assassinatos em massa”, disse Billy Kyte, líder da campanha dos defensores da Global Witness.


Ampliação de programa
Presente na ocasião, o ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha, assinou portaria que amplia o programa de proteção do governo federal para ambientalistas e também comunicadores, que sofrem ameaças por lutarem pela defesa de direitos. Com a ampliação, o programa passa a se chamar Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores Sociais e Ambientalistas.
De acordo com Gustavo Rocha, a portaria, que deve ser publicada no Diário Oficial de amanhã (4), vai facilitar o ingresso no programa. "O documento simplifica a adesão, já que o processo em vários casos era demorado. No tocante ao defensor ambiental e ao comunicador, esse ato está invertendo essa ordem. Nós estamos partindo da presunção de que o simples fato de ser ambientalista já lhe dá o status de defensor de direitos humanos”, afirmou o ministro.
Realizado pelo Ministério dos Direitos Humanos, por meio da Secretaria Nacional de Cidadania (SNC), o programa tem acompanhado e articulado ações e medidas de proteção, prevenção e resolução de conflitos relacionados aos defensores de direitos em situação de risco e ameaça em todo o país.
Atualmente, 577 pessoas estão no programa. Em 2018, inicialmente foram repassados R$ 6,7 milhões do orçamento da União às ações, com um acréscimo de R$ 5 milhões após articulações realizadas pelo ministro Gustavo Rocha. No ano anterior, o programa gastou R$ 4,5 milhões.
O lançamento da Iniciativa da ONU contou também com a presença da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, do ministro do Superior Tribunal de Justiça, Antônio Herman Benjamin, de artistas e ambientalistas.

Leia Mais

Estarão abertas no período de 09 a 31 de agosto de 2018 as inscrições do Processo Seletivo para ingresso no Curso de Licenciatura em Pedagogia — EPT, na modalidade a distância. Ao todo estão sendo ofertadas 500 vagas dividias em dez Polos de Apoio Presencial da Universidade Aberta do Brasil (UAB).

 As inscrições são gratuitas, e o pré-requisito é que o interessado tenha concluído o ensino médio. Para se inscrever, o candidato deve ler o edital na íntegra, criar um cadastro no Portal do Candidato (https://processoseletivo.ifsp.edu.br) e preencher o formulário de inscrição e o questionário socioeconômico. Cada candidato pode realizar uma única inscrição.

 Não haverá prova. A seleção será feita por meio de análise de histórico escolar. Os candidatos devem inserir as notas finais das disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática obtidas no último ano do ensino médio.

 No ato da inscrição, o candidato deverá escolher o polo para o qual irá se candidatar.

Os dez Polos de Apoio Presencial da Universidade Aberta Brasil estão localizados nas seguintes cidades: Barretos, Barueri, Botucatu, Bragança Paulista, Itapetininga, Itapevi, Jandira, São João da Boa Vista,  São Paulo - bairro Jardim Miragaia e  São Paulo  - bairro Jardim Santa Lucrécia.

 Diplomas estrangeiros — Os candidatos que cursaram o ensino médio no exterior devem incluir as notas de Matemática e da língua oficial escolar do país onde estudaram, referentes ao último ano do ensino médio. O documento comprobatório de escolaridade anexado deverá ser apresentado por meio de atestado emitido por órgão oficial brasileiro.

Nome social – Em consonância com a Portaria IFSP n°2.102, de 13 de maio de 2014, o Instituto Federal de São Paulo assegura ao candidato transgênero o direito de ser tratado pelo gênero e pelo nome social durante a realização do processo seletivo.

Datas – A relação preliminar das inscrições deferidas e indeferidas será divulgada no dia 18 de setembro. A classificação final dos candidatos e a 1ª convocação para matrícula serão publicadas no dia 24 de setembro. A matrícula dos candidatos será realizada, de acordo com escala específica nos polos presenciais, entre os dias 25 e 29 de setembro.

 Em caso de dúvidas, recursos contra o edital ou outras informações, enviar e-mail para: estudeaqui@ifsp.edu.br.  

Leia Mais

Nesta semana parte dos funcionários da Câmara Municipal de Itapetininga irão participar da 16ª Semana Jurídica do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP). Com o temas a Instituições e o futuro do Brasil, o evento é direcionada aos funcionários públicos e possibilidade um intercâmbio sobre diversas temas da atualidade que envolvem a administração pública.

Promovido com apoio logístico da Escola Paulista de Contas Públicas ‘Presidente Washington Luís’ (EPCP), o evento contará com a participação de autoridades renomadas do Direito no país – tanto na área pública quanto na privada e acadêmica. De acordo com a EPCP, a programação ainda está sendo fechada, mas algumas autoridades já confirmaram presença e participação no evento.

Direcionado a um público de servidores, representantes de órgãos da Administração Pública, lideranças políticas, servidores e estudantes, o evento terá como tema principal este ano ‘As Instituições e o Futuro do Brasil’. Criado para estimular o intercâmbio de conhecimento, o ciclo de palestras tem como intuito debater temas relevantes da atualidade.

Programação

A abertura da XVI Semana Jurídica será feita pelo Presidente do TCE, Conselheiro Renato Martins Costa, no dia 6 de agosto (segunda-feira), às 15h00. Em seguida, o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ministrará a palestra que dará início às atividades. O encerramento do evento será feito no dia 8 de agosto (quarta-feira).

As palestras da Semana Jurídica serão transmitidas em tempo real pela internet, por meio da TVTCE (https://streaming.tce.sp.gov.br/sessao), pelo canal do YouTube (www.youtube.com/tcespoficial) e pela página do TCE no Facebook (www.facebook/tcesp).

O público que acompanhar as transmissões contará ainda com a tradução simultânea das apresentações para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), reconhecida pela maioria dos deficientes auditivos. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail epcp@tce.sp.gov.br.

Leia Mais

No próximo dia 15 de agosto, ocorre no plenário Humberto Pellegrini, na Câmara de Itapetininga, o 1º Encontro Municipal da Juventude. O evento tem como objetivo dialogar sobre políticas públicas em âmbito local e criar o Conselho Municipal da Juventude.

Os Conselhos de Juventude (Conjuve) são espaços de participação e interlocução dos jovens com o poder público para contribuir no planejamento e acompanhar a execução das políticas públicas para esta faixa etária.

O Conjuve foi criado em 2005 e é vinculado à Secretaria-Geral da Presidência da República. Há também outras dezenas de conselhos estaduais e centenas de conselhos municipais espalhados por todo o país, com diferentes formatos e estruturas de funcionamento.

Participarão do evento em Itapetininga estudantes de escolas e projetos sociais de Itapetininga. O evento ocorre a partir das 14 horas e com previsão de término às 18 horas. Na ocasião, acontecerá uma  palestra com Euzébio Jorge Silveira Santos, membro do Conselho Nacional da Juventude.

Mais informações:

Câmara Municipal de Itapetininga

Rua: José Soares Hungria, 489 CEP 18213-601 Itapetininga Fone: (15) 3275-7600 
Horário de funcionamento: 08:00h às 18:00h 
Horário de atendimento: 12:00h às 18:00h (Área Administrativa)

Leia Mais

No primeiro semestre de 2018 tramitou na Câmara Municipal de Itapetininga 73 Projetos de Leis. Desde total, 50 foram aprovados, 17 ainda tramitam no Legislativo e outros 3 foram retirados da pauta.
 
O Projeto de lei é uma ideia, uma proposta que pode vir a se transformar em lei. Ele é discutido e votado pelos parlamentares que podem mudar o texto original.
 
Se for aprovado de forma definitiva, é enviado ao presidente ao Prefeito que vai analisar o texto. Se ele não concordar, ele pode vetar todo o projeto ou partes dele. Se ele concordar com o projeto, ele sanciona a lei. Dessa forma, o que era apenas uma ideia vira lei que deve ser cumprida por todos.
 
Mais informações
http://www.camaraitapetininga.sp.gov.br/
Leia Mais

A seção Mercado de Trabalho da Carta de Conjuntura do Ipea divulgada nesta segunda-feira, 25/06, mostra um comportamento distinto da ocupação, dependendo da idade do trabalhador e de seu grau de instrução. Enquanto a população ocupada com mais de 60 anos cresceu 8%, a de trabalhadores entre 25 e 39 anos teve um aumento de 0,9% no primeiro trimestre de 2018, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Entre aqueles com ensino médio incompleto, a ocupação se expandiu 10%, mas ela recuou 9% para os que têm apenas o ensino fundamental.

O estudou analisou o mercado de trabalho a partir dos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), do IBGE, e dos dados de emprego formal do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. A avaliação é de que o mercado apresentou sinais de melhora nos últimos trimestres, mas os dados mais recentes apontam uma estabilidade, colocando em dúvida o ritmo da recuperação. A taxa de desocupação vem se mantendo em torno de 12,5%, reflexo de uma desaceleração do crescimento da população ocupada.

“Viemos de um período de retração muito grande. Nossa recuperação apresenta bases ainda frágeis, com muita informalidade, o que traz alta volatilidade para o setor, tanto em termos de ocupação, quanto de rendimento.”, explica Maria Andréia Lameiras, pesquisadora do Ipea e uma das autoras da pesquisa.

Os números da PNADC mostram que o desemprego voltou a cair em abril, após apresentar um aumento no primeiro trimestre de 2018, em relação ao observado no último trimestre de 2017. Na comparação com abril de 2017, o recuo do desemprego foi de 0,7 p.p.. Em que pese os dados da PNADC não apresentarem um cenário tão favorável, os dados do Caged indicam uma reação um pouco mais forte do emprego formal. No primeiro trimestre de 2018, os formais ultrapassaram o conjunto dos conta-própria e tornaram-se o segundo segmento que mais retirou trabalhadores do desemprego, atrás dos informais.

Em relação aos desalentados, a evolução desse grupo ao longo de 2017 apontava para um crescimento menos acentuado do que o que vinha ocorrendo até então, chegando, inclusive, a reportar certa estabilidade. No entanto, no primeiro trimestre de 2018, esse grupo voltou a avançar de forma mais significativa, correspondendo a quase 3,0% do total da população em idade ativa. Nota-se que, ao contrário do esperado, esse aumento do desalento não foi proveniente das pessoas que estavam há muito tempo sem emprego e que desistiram de procurar emprego. O aumento do desalento ocorreu por conta da migração de trabalhadores que até então estavam ocupados, mas ao perderem seus postos de trabalho transitaram diretamente para o desalento, ao invés de permanecerem na desocupação.

A ocupação vem reagindo em praticamente todos os setores da economia, mas em intensidades distintas. Mesmo a construção civil já mostra saldos mensais positivos – embora continue apresentando destruição de empregos no acumulado de doze meses. Em maio de 2018, esse setor abriu mais de 3 mil vagas com certeira assinada, apresentando um resultado bem superior ao observado no mesmo mês de 2017 (--294). O setor de serviços foi o que registrou maior dinamismo, com uma criação líquida de quase 190 mil novos postos de trabalho nos doze meses até maio.

Perfil
No primeiro trimestre de 2018, os microdados da PNADC permitem traçar um perfil do desempregado no país: mulher, nordestina, entre 18 e 24 anos, com fundamental incompleto, residente em regiões metropolitanas. Corroborando esse perfil, Piauí, Sergipe, Maranhão, Pernambuco e Rio de Janeiro apresentaram um aumento da desocupação, na comparação com o primeiro trimestre de 2017. Em sentido oposto, a queda do desemprego foi maior nos estados do Amazonas, Tocantins, Goiás e Mato Grosso do Sul.

O recuo da taxa de desocupação, na comparação interanual, ocorre de modo disseminado em todas as categorias, sendo mais significativo nas regiões Norte e Centro-Oeste e no grupo de trabalhadores com idade entre 25 e 39 anos, com ensino médio incompleto e não residente nas regiões metropolitanas.

Leia Mais

A gravidez é um período delicado, que exige mudança de hábitos para garantir a segurança do bebê e da mãe. Entre os cuidados que a futura mamãe deve ter, está o consumo de medicamentos, para que eles não prejudiquem o feto. O uso incorreto pode acarretar malformações, deficiências funcionais, retardo do crescimento e até mesmo a morte. Além dos medicamentos comuns, a grávida também deve evitar alguns fitoterápicos, homeopáticos, vitaminas, florais e cosméticos.

O risco acontece pelo fato de não existir barreira de proteção entre o feto e a mãe para evitar o contato das substâncias ingeridas pela grávida. A placenta é uma membrana permeável à maioria das substâncias ingeridas pela gestante e não atua como barreira de proteção. O maior cuidado deve ser tomado durante os três primeiros meses de gestação, pois é o período em que se inicia o desenvolvimento dos órgãos do embrião.

Vários estudos realizados classificaram os medicamentos em cinco categorias de risco para a gravidez. Não existem medicamentos que sejam completamente seguros para uma gestante. Por isso, é de extrema importância que ela sempre consulte o médico antes de utilizar qualquer medicamento.

O boletim Pílula Farmacêutica é apresentado pelos alunos de graduação da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP com supervisão da professora Regina Célia Garcia de Andrade. Trabalhos técnicos de Luiz Antonio Fontana. 

Leia Mais

Nem todos os pobres são iguais – a afirmação, que parece senso comum, ficou demonstrada em tese de doutorado analisando as mudanças nas dinâmicas sociodemográfica, espacial e migratória da população pobre no Estado de São Paulo entre 1991 e 2015. A pesquisa do demógrafo Pier Francesco De Maria aponta que os níveis de pobreza caíram substancialmente no período analisado – o que coincide com o observado na literatura nacional –, mas que isso não implicou em redução da desigualdade entre os pobres, especialmente entre aqueles em situação de extrema pobreza. Mais: que programas de transferência de renda como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (voltado ao idoso e à pessoa com deficiência), por mais exitosos e importantes que tenham sido e continuem sendo, não necessariamente identificaram ou alcançaram os mais pobres dentre os pobres.

A renda é um índice unidimensional importante para avaliar a pobreza, mas insuficiente. Por isso, temos avançado na análise do que chamamos de pobreza multidimensional, envolvendo outros aspectos como qualidade da moradia, acesso a serviços, nível de escolaridade para concorrer no mercado de trabalho, o fato de estar trabalhando e assim por diante”, explica Pier De Maria, que teve a orientação da professora Rosana Baeninger, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). “Na tese, procuramos estudar quanto os pobres são diferentes entre si – e também dos não pobres –, recorrendo a uma divisão em quatro grupos: os não-pobres, os vulneráveis à pobreza, os pobres e os extremamente-pobres.”

O autor da tese afirma que a combinação de metodologias e indicadores, a partir do Censo Demográfico (1991, 2000 e 2010) e da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios anual, 1992 a 2015), permitiu observar a trajetória da pobreza no Estado e a sua evolução socioespacial. “Como índice unidimensional seguimos o critério usual no Brasil, que atribui até meio salário mínimo de renda para o pobre e de um quarto do salário para o extremamente-pobre; os vulneráveis à pobreza são aqueles que ganham de meio a dois salários (em torno de 1.800 reais, valor este obtido considerando que a cesta básica é só uma porção da renda necessária) e, acima disso, estão os não-pobres. Como índices multidimensionais, adotamos duas metodologias distintas, uma nacional e outra internacional, cujos resultados, numa escala que vai de zero a 1 (quanto mais próximo de 1, pior a condição do indivíduo), foram estratificados conforme sugerido na literatura.”

Segundo De Maria, a análise dos índices uni e multimensionais confirmou uma esperada redução do número de pobres no Estado de São Paulo, não só em termos absolutos como relativos. “Isso é fato. Ocorre que esta redução não veio acompanhada de uma redução das desigualdades entre os pobres, especialmente entre os de extrema pobreza. A composição da população pobre é cada vez mais heterogênea, não podemos dizer que os pobres são todos iguais: os que eram pobres ascendem para o grupo de não pobres e os extremamente-pobres para o de pobres – é uma troca de patamar, que chamamos de mobilidade ascendente. Mas há um grupo entre os mais pobres que não consegue dar esse salto e fica para trás – isto é, dentro desse grupo, há os que se encontram nos limiares da pobreza e um contingente maior estacionado mais distante, na borda.”

 

 

Leia Mais

Um relatório elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra que o empreendedorismo praticado por universitários ou recém-formados tem destaque em países como Canadá, Austrália, Índia e Brasil. Nessas nações, a proporção de estudantes que fundam empresas de base tecnológica, as startups, é superior a 10% do total de empreendedores – uma taxa superior a de países como Estados Unidos, Israel, Reino Unido e França.

A OCDE avaliou o perfil de startups registradas na base de dados Crunchbase, que reúne informações de aproximadamente 447 mil empresas inovadoras em 199 países. No caso do Brasil, contabilizaram-se apenas 290 startups, mas 12% delas tinham sido fundadas por estudantes de graduação ou recém-formados. Embora apresentem uma taxa de mortalidade expressiva, essas empresas servem como um termômetro da importância da inovação entre os jovens e chamam a atenção de grandes companhias interessadas em novos modelos de negócio.

Observou-se que, nos países analisados, os segmentos de jogos, transporte, educação e comércio on-line apresentam maior incidência de empreendedorismo estudantil. Não por coincidência, são áreas cujas inovações estão geralmente atreladas a softwares e aplicativos, e não exigem grande aporte de investimento para dar início às atividades. Já em setores como biotecnologia, saúde, energia e alimentos, as startups geralmente são criadas por pessoas mais experientes, que fazem ou concluíram a pós-graduação.

Rafael Ribeiro, diretor da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), enxerga uma conjunção de fatores para explicar o interesse dos estudantes ou recém-formados.

“Os jovens costumam ser mais tolerantes ao risco e isso faz com que possíveis fracassos os motivem a seguir adiante”, avalia. “Somado a isso, o cenário de crise econômica torna o empreendedorismo uma opção atraente e uma promessa de independência financeira.”

 

 

Leia Mais

Apesar dos esforços internacionais em melhoramento, dos avanços na agronomia e no manejo eficaz de pragas e doenças que acometem a cana-de-açúcar, a cultura agrícola tem apresentado limitação de desenvolvimento do colmo. Essa limitação física do caule da planta tem contribuído para restringir o teor de sacarose e de biomassa possíveis de serem obtidos dela para produção de açúcar e de etanol celulósico, apontam especialistas na área.

“Quebrar essa limitação de desenvolvimento da cana-de-açúcar de forma substancial pelo melhoramento convencional da cultura [por cruzamento de variedades] tem sido difícil”, disse Marcelo Menossi, professor do Departamento de Genética, Evolução e Bioagentes do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, à Agência FAPESP.

Menossi, em colaboração com estudantes de pós-graduação orientados por ele e colegas do Laboratório Nacional de Ciência e Biotecnologia do Bioetanol (CTBE, na sigla em inglês), do Sugar Research Australia e da Martin Luther University Halle-Wittenberg, da Alemanha, descobriu que a resposta para transpor a barreira da limitação de rendimento da cana pode estar em um gene chamado ScGAI.

Em estudo feito durante um projeto vinculado ao Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), eles constataram que o ScGAI é um regulador molecular chave do crescimento e desenvolvimento da cana.

Ao manipular a atividade desse gene em linhagens transgênicas de cana, desenvolvidas na Austrália, foi possível aumentar substancialmente o colmo e causar mudanças na alocação de carbono para moléculas estruturais e de armazenamento do cultivar, revelaram os pesquisadores em um artigo publicado no Journal of Experimental Botany.

“A cana da qual alteramos a expressão do gene ScGAI se desenvolveu muito mais rapidamente. Isso abre a perspectiva de desenvolver uma variedade de cana-energia que amadureça mais rápido e aumente a produção de biomassa por unidade de tempo”, disse Menossi.

A descoberta foi derivada do trabalho de doutorado de Rafael Garcia Tavares, feito no IB-Unicamp sob orientação de Menossi com Bolsa da FAPESP.

Durante o estudo, observou-se que o gene ScGAI medeia a regulação de alguns hormônios de crescimento de plantas comumente usados em lavouras de cana, como o etileno e as giberelinas.

Usadas em larga escala para melhorar o crescimento e o rendimento de muitas culturas hortícolas e agrícolas, as giberelinas aceleram o amadurecimento da cana ao desencadear a rápida degradação das proteínas DELLA e impedir que interajam e degradem outras proteínas que estimulam o crescimento da planta.

“Ao contrário das giberelinas, o etileno, que costuma ser aplicado nos canaviais na fase de maturação da cana, quando o agricultor não quer que a planta continue crescendo e acumulando folhas, mas só continue acumulando sacarose, estabiliza a proteína DELLA e permite que ela interaja e degrade outras proteínas promotoras de crescimento”, explicou Menossi. “Esse papel da proteína DELLA como reguladora de crescimento da cana-de-açúcar, porém, ainda não estava muito claro.”

Patenteamento do método de manipulação

A fim de compreender melhor o papel da proteína DELLA como reguladora de crescimento da cana-de-açúcar – especialmente no desenvolvimento do colmo –, os pesquisadores fizeram um experimento em que alteraram a expressão do gene ScGAI em linhagens de uma variedade de cana transgênica australiana.

Em algumas linhagens da cana transgênica o gene ScGAI foi silenciado de modo a diminuir a produção de proteína DELLA e impedir que ela interagisse e degradasse outras proteínas importantes para o desenvolvimento da planta.

Em outras linhagens transgênicas da planta permitiu-se que o gene fosse superexpresso com o objetivo de aumentar a produção de DELLA e estabilizá-la, de modo a permitir que interagisse e degradasse outras proteínas promotoras de crescimento.

As análises da comparação do crescimento das plantas após quatro meses apontaram que as linhagens transgênicas de cana-de-açúcar com superexpressão do gene ScGAI apresentaram crescimento atrofiado, internódios (gomos) mais curtos e metabolismo energético prejudicado.

Já as plantas cujo gene foi silenciado eram mais altas, tiveram rápido alongamento dos internódios, maior produção de fitômeros – unidade que compreende um nódulo e um entrenó, suas gemas axilares e folhas anexas – e maior alocação de carbono para o caule.

“O estudo mostrou claramente que o gene ScGAI é um componente fundamental para o desenvolvimento da cana e pode ser um alvo de manipulação genética de modo a permitir interferir na velocidade de crescimento e desenvolvimento da planta pela regulação da proteína DELLA”, apontou Menossi.

Os pesquisadores iniciaram o processo de patenteamento do método de manipulação do gene ScGAI para aumentar a quantidade de proteína DELLA na cana-de-açúcar e possibilitar que a planta se desenvolva mais rápido. A tecnologia já despertou o interesse de duas empresas.

“O próximo passo da pesquisa é realizar ensaios em campo para verificar se conseguimos obter os mesmos resultados que tivemos com o cultivo das linhagens transgênicas com o gene manipulado em casa de vegetação”, disse Menossi.

Leia Mais